quarta-feira, 4 de maio de 2016

Resumo reprodução


A reprodução consiste no processo de formação de novos seres, semelhantes aos que os originaram. Esta pode ser assexuada, quando há apenas um genitor; ou sexuada, quando há a fusão de gametas oriundos do mesmo indivíduo (autofecundação) ou de indivíduos diferentes (fecundação cruzada). Neste caso, estamos falando em fecundação.
Considerando os padrões mais comuns de reprodução, existem espécies que desenvolveram variações nesta modalidade: são os casos especiais de reprodução.
PARTENOGÊNESE:
Desenvolvimento do embrião a partir de óvulo não-fecundado. Geralmente, os indivíduos são haploides (zangões e escorpiões-amarelos), mas podem ser diploides quando não ocorre meiose ou quando o corpo polar se junta ao ovo (ex: algumas espécies de pulgões e de borboletas, respectivamente).
Quando são desenvolvidos apenas indivíduos machos, chamamos de partenogênese arrenótoca; quando são apenas fêmeas, falamos em partenogênese telítoca; e quando são de ambos os sexos, anfítoca.
PEDOGÊNESE
A pedogênese ocorre, geralmente, em indivíduos em estágio larvário. Estes podem dar origem a novas larvas, por partenogênese ou por células não-reprodutivas. O platelminto Fasciola hepatica e o Schistosoma mansoni podem se reproduzir dessa forma.
POLIEMBRIONIA
Pode ocorrer em casos de animais ovíparos ou em partenogênese. Durante as divisões mitóticas, cada célula pode dar origem a um novo indivíduo. O resultado deste caso especial de reprodução é o nascimento de dois ou mais seres, muito semelhantes e, necessariamente, do mesmo sexo. Gêmeos univitelinos são formados por este processo. Seres humanos, tatus, cães, coelhos e alguns insetos são exemplos de espécies que este tipo reprodutivo pode ocorrer.
POLIOVULAÇÃO
Nem todos os gêmeos são formados por poliembrionia: gêmeos bivitelinos são resultantes de poliovulação. Esta ocorre quando a fêmea libera mais de um óvulo durante a ovulação, estes sendo fecundados por espermatozoides distintos. Assim, os indivíduos são geneticamente diferentes.http://m.brasilescola.uol.com.br/biologia/casos-especiais2.htm

Partenogênese

partenogênese, também conhecida como partogênese, diz respeito ao crescimento e desenvolvimento de um embrião sem que ocorra a fertilização, ou seja, ocorre por reprodução assexuada. São fêmeas que apresentam a habilidade de procriar sem que haja um parceiro sexual, havendo a participação apenas do gameta feminino.
Hoje em dia, a biologia evolutivaoptou por utilizar o termo telitoquia, por achá-lo mais restritivo, quando em comparação com o termo partenogênese.
Este fenômeno acontece naturalmente em plantas agamospérmicas, seres invertebrados (como pulgas de água, abelhas, entre outros) e determinados vertebrados (como lagartos, salamandras, alguns peixes e perus). Os seres que se reproduzem desta maneira geralmente estão relacionados à ambientes isolados, como ilhas oceânicas. Contudo, geralmente a partenogênese é apenas uma possibilidade de forma reprodutiva, sendo que a reprodução sexuada(com a participação do gameta masculino) é a mais comum. Esta intercalação pode ocorrer como resposta da pressão ambiental e recebe o nome de heterogamia.
A partenogênese pode ser alcançada artificialmente em laboratório, com o uso de recursos experimentais que estimulam a clivagem do gameta feminino. Para isso, utilizam-se óvulos de espécies que geralmente não se reproduzem por esse processo. Todavia, é notável que muitas espécies inferiores utilizam esse mecanismo como forma comum de reprodução e o fazem espontaneamente. Assim, devemos considerar a partenogênese artificial ou experimental e a partenogênese natural.
Na comunidade das abelhas melíferas, por exemplo, a rainha produz ovos, podendo fertilizá-los ou não, sendo que os fertilizados tornam-se fêmeas diplóides (rainhas ou operárias), e os ovos que não foram fertilizados tornam-se machos haplóides, conhecidos como zangões. Este tipo de definição do sexo é chamada de haplodiploidia.
Muitos outros animais, como o pulgão das videiras, o Bombyx mori(mariposa que, na fase de larva, é conhecida como bicho-da-seda) e a dáfnia ou pulga d’água realizam em certas circunstâncias, naturalmente, a partenogênese. Por outro lado, óvulos de ouriços-do-mar, de estrelas-do-mar, de rãs e de coelhos já se desenvolveram partenogeneticamente em laboratórios, sob estímulos físicos, químicos ou biológicos.
Ocasionalmente, em certos animais, como a mosca Myastor metraloa, as larvas conseguem produzir precocemente seus óvulos, os quais logo a seguir, evoluem partenogeneticamente, originando novas larvas. Essa partenogênese na fase larvária recebe o nome de pedogênese.

Reprodução sexuada

Reprodução sexuada é o processo que envolve fusão de gametas de organismos de uma mesma espécie, originando um ou mais organismos geneticamente diferente dos progenitores.
Esta diferença ocorre porque no processo de formação dos gametas ocorre a meiose, e nela ocorre a recombinação gênica. Quando dos gametas se unem, somam suas características e dão origem a um novo indivíduo. Este processo aumenta a variabilidade genética entre os organismos, possibilitando assim uma diversidade maior entre eles e propiciando sempre organismos capazes de se adaptar ao meio onde vivem.
As trocas de gametas podem ocorrer entre organismos diferentes da mesma espécie ou até mesmo entre um mesmo indivíduo.
Algumas espécies apresentam indivíduos do sexo masculino e outros do sexo feminino. Estas espécies são chamadas de dióicasporque os sexos são separados. A fecundação entre eles pode ser interna ou externa. A fecundação interna ocorre dentro do organismo feminino, que é o produtor de óvulos. A fecundação externa ocorre no ambiente. Humanos são dióicos e possuem fecundação interna.
Espécies que apresentam os dois sexos em um mesmo organismo são chamadas de hermafroditas ou monóicas. Elas produzem tanto gametas masculinos quanto femininos. Podem fazer autofecundação, ou seja, o espermatozóide fecunda o óvulo da mesma planta, porém este processo não favorece a variabilidade genética. Alguns organismos possuem mecanismos que barram a autofecundação como a maturação dos órgãos sexuais em épocas diferentes, ou estruturas que dificultam o acesso dos gametas masculinos até os femininos, como em certas plantas. As minhocas são hermafroditas. O processo onde os gametas masculinos produzidos por um organismo hermafrodita fecundam o óvulo de outro organismo hermafrodita da mesma espécie é chamado de fecundação cruzada.
Um caso particular de reprodução sexuada é a partenogênese, pois mesmo que não haja fecundação, envolve a participação do gameta feminino. A partenogênese é o desenvolvimento do óvulo em um novo indivíduo sem a ocorrência de fecundação.http://www.infoescola.com/biologia/reproducao-sexuada/

Reprodução assexuada

reprodução assexuada não envolve trocas de gametas entre os indivíduos e os organismos formados são geneticamente idênticos ao organismo que os gerou. Caso ocorra uma mutação no DNA, estes organismos apresentarão diferenças em relação ao progenitor. Existem vários tipos de reprodução assexuada: divisão binária, brotamento, regeneração e esporulação.
Divisão binária, bipartição ou cissiparidade
Este tipo de reprodução é o processo em que uma célula se divide em duas, por mitose, e origina duas células geneticamente idênticas. Encontramos este tipo de reprodução em bactérias e protozoários.

Brotamento ou gemiparidade
Neste tipo de reprodução um broto se desenvolve no indivíduo e após um tempo se desprende, passando a ter uma vida independente. Podemos citar como exemplos de organismos que se reproduzem por brotamento os fungos, as hidras, as esponjas e até certas plantas.

Regeneração
Alguns organismos possuem uma capacidade de regeneração muito grande. Quando algum fragmento é retirado, ao encontrar condições ideais de sobrevivência, pode se regenerar e dar origem a um novo indivíduo. Isto pode acontecer nas planárias, esponjas e algumas plantas.
Algumas partes de certas plantas, ao serem destacadas e implantadas no solo, ou imersas em água, desenvolvem raízes e dão origem à novas plantas. Esta prática e chamada de estaquia e é muito utilizada em jardinagem.


Planárias geradas após a regeneração Foto: UCLA.
Esporulação
A esporulação é o processo de reprodução onde os organismos produzem esporos que são liberados no ambiente e quando encontram condições favoráveis, germinam. Encontramos este tipo de reprodução em bactérias, fungos e algas.

Atividade reprodução

01. O padrão  reprodutivo mais freqüente entre os protozoários é o assexuado. Abaixo, temos exemplo de:
a) cissiparidade ou bipartição;
b) divisão múltipla;
c) conjugação;
d) esporogonia;
e) brotamento ou gemiparidade.
02. (UNIV. CAT. DE SALVADOR) A rainha da abelha Apis Mellifera possui 32 cromossomos em suas células somáticas. Nas operárias e nos zangões, o número de cromossomos nessas células é, respectivamente:
a) 16 e 8;
b) 32 e 8;
c) 16 e 32;
d) 32 e 16;
e) 32 e 32.
03. Em relação ao ditado popular mencionado abaixo, assinale a alternativa que pode explicar o fenômeno correspondente. “Ai, ai, ai, carrapato não tem pai.”
a)  neotenia
b) partenogênese
c) conjugação
d) poliembrionia
e) cariogamia
04. (PUCC) Óvulos partenogenéticos, que originam apenas machos, constituem um caso de partenogênese:
a) arrenótoca
b) telítoca
c) deuterótoca
d) artificial
e) facultativa
05. (PUC) Logo após a penetração do espermatozóide, o óvulo se torna impenetrável para outros espermatozóides. Quando isto acontece, deve-se à formação:
a) do cone de atração;
b) da membrana de fecundação;
c) da membrana vitelina;
d) de fina película de celulose;
e) do início da epiderme.
06. (UNIP) Os gêmeos univitelinos originam-se:
a) de um óvulo fecundado por 2 ou mais espermatozóides;
b) de um óvulo fecundado por 1 espermatozóide e o ovo resultante desencadeia posteriormente 2 embriões;
c) da fecundação de um óvulo onde ocorrem duas cariogamias;
d) sempre e exclusivamente da polispermia;
e) de óvulos com o número de cromossomos (2n).
07. (UFG) Em uma sociedade de abelhas, a casta operária é constituída de indivíduos do sexo:
a) masculino adulto
b) masculino e feminino 
c) feminino
d) masculino e jovem
e) não determinado.
08. (UFG) Um tatu fêmea sempre produz uma ninhada de filhotes do mesmo sexo. Este fenômeno denomina-se:
a) poliovulação
b) poliembrionia
c) conjugação
d) pedogênese
e) ovulação
09. (CESGRANRIO) Quando um óvulo se desenvolve e chega a produzir um animal, na ausência de fertilização, temos o que se chama de:
a) hermafroditismo
b) partenogênese
c) metamorfose
d) fecundação interna
e) malformação congênita
10. (UNIP) Habitualmente, o óvulo é fecundado por um único espermatozóide. Quando vários espermatozóides penetram no mesmo óvulo, denomina-se:
a) protospermia
b) polispermia
c) espermiogênese
d) partenogênese
e) multiplospermia
Tipos

Sintetizando reprodução sexuada


Sintetizando reprodução assexuada