sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Grupos sanguíneos

As plaquetas
As plaquetas são fragmentos celulares bem menores que as células sanguíneas, ou seja, menores que as hemácias e os leucócitos. As plaquetas atuam na coagulação do sangue. Quando há um ferimento com rompimento do vaso sanguíneo, ocorre uma série de eventos que impedem a perda de sangue.
coagulação ou formação de coágulo, que faz parte desse processo, se dá quando filamentos de uma proteína do plasma transformada, formam uma espécie de rede e impedem a passagem do sangue. O coágulo evita hemorragia, isto é, a perda de sangue que pode ocorrer na superfície do corpo – por exemplo, na pele do braço ou da mão – ou nos órgãos internos, como estômago e intestino. À medida que o vaso sanguíneo vai se cicatrizando, o coágulo seca e é reabsorvido pelo organismo.

Os grupos sanguíneos
O fornecimento seguro de sangue de um doador para um receptor requer o conhecimento dos grupos sanguíneos. Estudaremos dois sistemas de classificação de grupos sanguíneos na espécie humana: os sistemas ABO e Rh. Nos seres humanos existem os seguintes tipos básicos de sangue em relação aos sistema ABO: grupo A, grupo B, grupo AB e grupo O.
Cada pessoa pertence a um desses grupos sanguíneos.  Nas hemácias humanas podem existir dois tipos de proteínas: o aglutinogênio A e o aglutinogênio B. De acordo com a presença ou não dessas hemácias, o sangue é assim classificado:
  • Grupo A – possui somente o aglutinogênio A;
  • Grupo B – possui somente o aglutinogênio B;
  • Grupo AB – possui somente o aglutinogênio A e B;
  • Grupo O – não possui aglutinogênios.
No plasma sanguíneo humano podem existir duas proteínas, chamadas aglutininas: aglutinina anti-A e aglutinina anti-B.


Se uma pessoa possui aglutinogênio A, não pode ter aglutinina anti-A, da mesma maneira, se possui aglutinogênio B, não pode ter aglutinina anti-B. Caso contrário, ocorrem reações que provocam a aglutinação ou o agrupamento de hemácias, o que pode entupir vasos sanguíneos e comprometer a circulação do sangue no organismo. Esse processo pode levar a pessoa à morte.
Na tabela abaixo você pode verificar o tipo de aglutinogênio e o tipo de aglutinina existentes em cada grupo sanguíneo:

Grupo sanguíneo
Aglutinogênio
Aglutinina
A
A
anti-B
B
B
anti-A
AB
A e B
Não possui
O
Não possui
anti-A e anti-B

A existência de uma substância denominada fator Rh no sangue é outro critério de classificação sanguínea. Diz-se, então, que quem possui essa substância no sangue é Rh positivo; quem não a possui é Rh negativo. O fator Rh tem esse nome por ter sido identificado pela primeira vez no sangue de um macaco Rhesus.
transfusão de sangue consiste em transferir o sangue de uma pessoa doadora para outra receptora. Geralmente é realizada quando alguém perde muito sangue num acidente, numa cirurgia ou devido a certas doenças.
Nas transfusões de sangue deve-se saber se há ou não compatibilidade entre o sangue do doador e o do receptor. Se não houver essa compatibilidade, ocorre aglutinação das hemácias que começam a se dissolver (hemólise).  Em relação ao sistema ABO, o sangue doado não deve conter aglutinogênios A; se o sangue do receptor apresentar aglutininas anti-B, o sangue doado não pode conter aglutinogênios B.


Em geral os indivíduos Rh negativos (Rh-) não possui aglutininas anti-Rh. No entanto, se receberem sangue Rh positivo (Rh+), passam a produzir aglutininas anti-Rh. Como a produção dessas aglutininas ocorre de forma relativamente lenta, na primeira transfusão de sangue de um doador Rh+ para um receptor Rh-, geralmente não há grandes problemas. Mas, numa segunda transfusão, deverá haver considerável aglutinação das hemácias doadas. As aglutininas anti-Rh produzidas dessa vez, somadas as produzidas anteriormente, podem ser suficientes para produzir grande aglutinação nas hemácias doadas, prejudicando os organismos.

Sobre Segunda Lei de Mendel

Durante suas experiências com ervilhas, Gregor Mendel cruzou ervilheiras que possuíam diferentes características. Incialmente, ele estudou a herança de caracteres isolados, o monoibridismo, como por exemplo, a cor que as ervilhas apresentavam. Criou as regras básicas da Genética e entrou para a história da ciência. Veja abaixo o diibridismo, que é a Segunda Lei de Mendel.

Mendel passou a se preocupar com o comportamento de duas características, uma em relação à outra no mesmo cruzamento. Ao analisar este tipo de herança (o diibridismo) Mendel fez novas descobertas e a partir daí formulou uma segunda lei sobre os mecanismos genéticos: a segunda lei de Mendel.
Podemos resumir a segunda lei de Mendel da seguinte maneira: “em um cruzamento em que estejam envolvidos duas ou mais características, os fatores que determinam cada uma se separam (se segregam) de forma independente durante a formação dos gametas e se recombinam ao acaso, formando todas as combinações possíveis independentemente.”
Biologia - PunnetPara visualizar melhor o cruzamento realizado por Mendel:
Para entender melhor o que esta lei quer dizer, vejamos o exemplo do experimento que Mendel realizou:
As ervilheiras que Mendel cultivava possuíam diferentes características em relação à coloração e formato de suas sementes. Para estudar estas duas características ao mesmo tempo, Mendel cruzou ervilhas puras para semente amarelas e lisas com plantas puras para ervilhas verdes e rugosas.
Após realizar a fecundação artificial, Mendel obteve uma geração F1 formada completamente por plantas com sementes amarelas e lisas, resultado já esperado, uma vez que estas características são dominantes e os genitores eram puros. Porém, quando ele realizou a autofecundação dos indivíduos F1, ele pôde observar que a geração F2 apresentou quatro fenótipos diferentes: 9/16 eram amarelas e lisas, 3/16 amarelas e rugosas, 3/16 verdes e lisas e 1/16 verdes e rugosas.
Lembre-se que os fenótipos “amarela e lisa” e “verde e rugosa”, já eram conhecidos de Mendel e ele os utilizou como geração parental, porém os outros dois fenótipos eram novos, pois não estavam presentes nem na geração parental, nem na geração F1.
O aparecimento dessas plantas que recombinaram os fenótipos dos genitores de maneira independente permitiu a Mendel concluir que a herança da cor não tinha ligação com a herança do formato das sementes. Ou seja, os pares de fatores para a cor eram distribuídos para as plantas filhas sem influenciar na distribuição dos fatores para o formato das sementes.

Cálculo de probabilidades de diibridismo ou cruzamentos com mais características envolvidas:

Além de montar um quadro de Punnett como o mostrado acima e calcular as probabilidades através dele, você pode também fazer este cálculo de outra maneira: montando quadros de Punnett para cada característica (mais fáceis de serem organizados) e depois utilizando a regra de multiplicação ou regra do “e”. Esta maneira de calcular as probabilidades é muito útil, principalmente quando o exercício cobra três ou mais características em um cruzamento.
Para exemplificar, vamos utilizar o mesmo cruzamento da geração F1 de Mendel. Vejamos então o cálculo das probabilidades utilizando a regra do “e”:
Passo 1: Fazer o quadro de Punnett utilizando cada característica como em um monoibridismo:
Quadro 1 para a cor da ervilha:
Biologia - Quadro 1
Quadro 2 para o formato da ervilha:
Biologia - Quadro 2
Passo 2: Aplicar a regra do “e” ou da multiplicação:
Probabilidades para a coloração das sementes X Probabilidades para textura das sementes
(1/4 VV : 2/4 Vv : 1/4 vv) x ( 1/4 RR : 2/4 Rr : 1/4 rr) =
Biologia - Probabilidade de Coloração
Logo, as proporções genotípicas serão:
1/16 VVRR : 2/16 VVRr : 1/16 VVrr : 2/16 VvRR : 4/16 VvRr : 2/16 Vvrr : 1/16 vvRR : 2/16 vvRr : 1/16 vvrr
E as proporções fenotípicas serão:
 Biologia - Proporções Fenótipas
9 amarelas lisas : 3amarelas rugosas : 3 verdes lisas : 1 verde rugosa
Agora que você já aprendeu a segunda Lei de Mendel e está “craque” em calcular problemas com diibridismo, que tal testar seus conhecimentos?
1)  (Fatec – SP) Em determinada planta, flores vermelhas são condicionadas por um gene dominantes e flores brancas por seu alelo recessivo; folhas longas são condicionadas por um gene dominante e folhas curtas por seu alelo recessivo. Esses dois pares de alelos localizam-se em cromossomos diferentes. Do cruzamento entre plantas heterozigóticas para os dois caracteres resultaram 320 descendentes. Desses, espera-se que o número de plantas com flores vermelhas e flores curtas seja:
a)20
b)60
c)160
d)180
e)320
Resposta: b. Montando o quadro de Punnett temos como resultado a seguinte proporção genotípica:
1/16 BBCC : 2/16 BBCc : 1/16 BBcc : 2/16 BbCC : 4/16 BbCc : 2/16 Bbcc : 1/16 bbCC : 2/16 bbCc : 1/16 bbcc. Já a proporção fenotípica é de: 9 plantas vermelhas com folhas longas : 3 plantas vermelhas com folhas curtas : 3 plantas brancas com folhas longas: 1 planta branca com folha curta. Assim, a proporção de plantas vermelhas com folhas curtas é de 3/16. Ou seja, 60 das 320 plantas.
2)     (UFU-MG) A cor do caule dos tomateiros é determinada por um par de genes alelos, sendo eu o gene dominante A confere a cor púrpura, enquanto o gene recessivo a determina a cor verde. O aparecimento de duas cavidades no tomate é determinado por um gene dominante M, enquanto cavidades múltiplas são determinadas pelo alelo recessivo m. Considerando que esses dois loci gênicos se segregam independentemente, a proporção fenotípica esperada na geração F1 de uma planta diíbrida submetida a um cruzamento-teste é de:
a)     9 : 3 : 3 : 1.
b)    4 : 2 : 2 : 1.
c)     9 : 7.
d)    1 : 1 : 1 : 1.
e)     9 : 6 : 1.
Resposta: a.

Segunda Lei de Mendel

A segunda lei de Mendel ou também enunciada por diibridismo, refere-se à segregação independente dos fatores, isto é, a separação de dois ou mais pares de genes alelos localizados em diferentes pares de cromossomos homólogos, para formação dos gametas. 

O princípio para essa segregação tem suporte na anáfase I da divisão meiótica, instante em que ocorre o afastamento dos cromossomos homólogos (duplicados), paralelamente dispostos ao longo do fuso meiótico celular. 

Dessa forma, a proposição da segunda lei de Mendel, tem como fundamento a análise dos resultados decorrentes às possibilidades que envolvem não mais o estudo de uma característica isolada (Primeira Lei de Mendel), mas o comportamento fenotípico envolvendo duas ou mais características, em conseqüência da probabilidade (combinação) de agrupamentos distintos quanto à separação dos fatores (genes alelos / genótipo) na formação dos gametas. 

Segue abaixo um exemplo prático da Segunda lei de Mendel: 

Do cruzamento de ervilhas com características puras, em homozigose dominante e recessiva respectivamente para a cor da semente (amarela e verde) e para a textura da semente (lisa e rugosa), temos a seguinte representação para a geração parental e seus gametas: 

RRVV (semente lisa e amarela) x rrvv (semente rugosa e verde) 
Gameta → RV Gameta → rv 

Desse cruzamento são originados exemplares vegetais de ervilha 100% heterozigóticas RrVv, com característica essencialmente lisa e amarela (geração F1 – primeira geração filial). 

A partir do cruzamento entre organismos da geração F1, são formados tipos diferentes de gametas e combinações diversas para constituição dos indivíduos que irão surgir após a fecundação (geração F2). 

Tipos de gametas da geração F1 → RV, Rv, rV e rv 

Prováveis combinações entre os gametas:
Proporção fenotípica obtida: 

9/16 → ervilhas com característica lisa e amarela; 
3/16 → ervilhas com característica lisa e verde; 
3/16 → ervilhas com característica rugosa e amarela; 
1/16 → ervilhas com característica rugosa e verde. 

Mendel concluiu que as características analisadas não dependiam uma das outras, portanto, são consideradas características independentes.

Leis de Mendel

1º LEI DE MENDEL (MONOIBRIDISMO)

Gregor Mendel (1822-1884) estabeleceu as leis básicas sobre hereditariedade estudando a ervilha Pisum sativum. Ele escolheu esta espécie por ser de fácil cultivo, por apresentar características bem marcantes e contrastantes, produzir  grandes números de descendentes e, além disso, suas flores são monóicas (bissexuais) e reproduzem predominantemente por autofecundação possuindo, desta forma, linhagens puras.  
Ele achou que algum fator era responsável pela característica da semente. Sendo assim, ele resolveu cruzar as plantas puras usando a parte masculina de uma planta com sementes amarelas e a feminina com as de sementes verdes.
A primeira geração foi chamada de Geração parental ou geração P. Na seguinte geração foi chamada de geração híbrida ou geração F1.  Após a autofecundação houve a segunda geração ou geração F2. (Foto: Colégio Qi)A primeira geração foi chamada de Geração parental ou geração P. Na seguinte geração foi chamada de geração híbrida ou geração F1. Após a autofecundação houve a segunda geração ou geração F2. (Foto: Colégio Qi)
Na geração F1, todas as ervilhas apresentavam as sementes amarelas, sendo chamadas por Mendel de híbridos. Após esse cruzamento, Mendel realizou a autofecundação de uma dessas sementes híbridas e o resultado encontrado da segunda geração foi 75% de sementes amarelas e 25% de sementes verdes. Com isso, Mendel concluiu que o fator para amarelo seria o dominante e o fator para verde e recessivo. A primeira lei de Mendel também ficou conhecida como lei de monoibridismo, pois se aplica em indivíduos híbridos em relação apenas a uma característica. 

Genótipo e fenótipo
Genótipo é o conjunto de genes e o fenótipo é o conjunto de características morfológicas, fisiológicas e comportamentais de um indivíduo. 
Genótipo  Fenótipo
 AAPigmentação 
 Aa Pigmentação
 aa Ausência de pigmentação

                     2º LEI DE MENDEL (DIIBRIDISMO)

Após realizar vários testes de monoibridismo, Mendel resolveu fazer experiências, desta vez, com dois tipos de características.  Mendel cruzou as sementes de ervilhas amarelas e lisas (dominante) com sementes verdes e rugosas (recessivo). 
geração F1 era composta apenas por sementes amarelas e lisas, mas era o esperado já que as sementes eram puras e com características dominantes. Já na geração F2
, foi observada a presença dos quatro tipos de características: 9/16 amarela lisa; 3/16 amarela rugosa; 3/16 verde lisa e 1/16 verde rugosa.  

A partir disso, Mendel concluiu que a herança da cor é independente da superfície da semente. Também se conclui que as sementes puras lisas e amarelas possuem genótipo VV (amarelo) RR (liso), ou seja, VVRR (dominante)já as puras verdes e rugosas possuem genótipo vvrr (recessivo).  

QUESTÕES

1.  (Enem – 2009) Mendel cruzou plantas puras de ervilha com flores vermelhas e plantas puras com flores brancas, e observou que todos os descendentes tinham flores vermelhas. Nesse caso, Mendel chamou a cor vermelha de dominante e a cor branca de recessiva. A explicação oferecida por ele para esses resultados era a de que plantas de flores vermelhas da geração inicial (P) possuíam dois fatores dominantes iguais para essa característica (VV), e as plantas de flores brancas possuíam dois fatores recessivos iguais (vv). Todos os descendentes desse cruzamento, a primeira geração de filhos (F1), tinham um fator de cada progenitor e eram Vv, combinação que assegura a cor vermelha nas flores. Tomando-se um grupo de plantas cujas flores são vermelhas, como distinguir aquelas que são VV das que são Vv? 
a) Cruzando-as entre si, é possível identificar as plantas que têm o fator v na sua composição pela análise de características exteriores dos gametas masculinas, os grãos de pólen.
b) Cruzando-as com plantas recessivas, de flores brancas. As plantas VV produzirão apenas descendentes de flores vermelhas, enquanto as plantas Vv podem produzir descendentes de flores brancas.
c) Cruzando-as com plantas de flores vermelhas da geração P. Os cruzamentos com plantas Vv produzirão descendentes de flores brancas.
d) Cruzando-as entre si, é possível que surjam plantas de flores brancas. As plantas Vv cruzadas com outras Vv produzirão apenas descendentes vermelhas, portanto as demais serão VV.
e) Cruzando-as com plantas recessivas e analisando as características do ambiente onde se dão os cruzamentos, é possível identificar aquelas que possuem apenas fatores V. 
Resolução:
O gene que codifica a cor de flores em ervilhas possui dois alelos, o que codifica a flor vermelha (V) e o que codifica a flor branca (v). O alelo ‘V’ é dominante sobre ‘v’ e isto significa que, caso o gene possua os alelos para flor vermelha e para flor branca(Vv), o alelo V se sobressairá, tornando assim a flor vermelha. Para a flor ser branca, é necessário que os dois alelos codifiquem flor branca (vv). Letra b.
Obviamente, se os dois alelos codificarem flor vermelha (VV), a flor expressará tal cor. Para descobrir se uma flor vermelha é heterozigótica (Vv) ou homozigótica (VV), basta cruzar essas flores com uma que seja duplamente recessiva(vv). que é branca. Então, se em um cruzamento de uma flor vermelha com uma flor branca surgirem só descendentes vermelhas, a flor vermelha parental é VV e se em um cruzamento de uma flor vermelha com uma branca surgir algum descendente com flor branca, isto significa que a flor vermelha parental é Vv. 
2. (Enem – 2009) Anemia Falciforme é uma das doenças hereditárias mais prevalentes no Brasil, sobretudo nas regiões que receberam maciços contingentes de escravos africanos. É uma alteração genética, caracterizada por um tipo de hemoglobina mutante designada por hemoglobina S. indivíduos com essa doença apresentam eritrócitos com formato de foice, daí o seu nome. Se uma pessoa recebe um gene do pai e outro da mãe para produzir a hemoglobina S ela nasce com um par de genes SS e assim terá a Anemia Falciforme. Se receber de um dos pais o gene para hemoglobina S e do outro o gene para hemoglobina A ela não terá doença, apenas o Traço Falciforme (AS), e não precisará de tratamento especializado. Entretanto, deverá saber que se vier a ter filhos com uma pessoa que também herdou o traço, eles poderão desenvolver a doença. Dois casais, ambos membros heterozigotos do tipo AS para o gene da hemoglobina, querem ter um filho cada. Dado que um casal é composto por pessoas negras e o outro por pessoas brancas, a probabilidade de ambos os casais terem filhos (um para cada casal) com Anemia Falciforme é igual a: 
a) 5,05%.
b) 6,25%.
c) 10,25%.
d) 18,05%.
e) 25,00%

Resolução:
Se um casal heterozigoto possui o traço falciforme (pai e mãe: AS) e desejam ter apenas um filho, a chance desse filho nascer com a doença é de 1 a cada 4 crianças nascidas. Um será homozigoto AA sem traço falciforme, dois serão heterozigotos AS com traços falciformes e um será homozigoto SS e possuirá a doença. AA = 25%; AS = 50%; SS = 25%. Se forem dois casais, a probabilidade é de ¼ x ¼ =1/16. 1/16 = 0.0625 x 100 = 6.25%. Letra b.
3. (Enem – 2009) Em um experimento, preparou-se um conjunto de plantas por técnica de clonagem a partir de uma planta original que apresentava folhas verdes. Esse conjunto foi dividido em dois grupos, que foram tratados de maneira idêntica, com exceção das condições de iluminação, sendo um grupo exposto a ciclos de iluminação solar natural e outro mantido no escuro. Após alguns dias, observou-se que o grupo exposto à luz apresentava folhas verdes como a planta original e o grupo cultivado no escuro apresentava folhas amareladas. Ao final do experimento, os dois grupos de plantas apresentaram:
a) os genótipos e os fenótipos idênticos.
b) os genótipos idênticos e os fenótipos diferentes.
c) diferenças nos genótipos e fenótipos.
d) o mesmo fenótipo e apenas dois genótipos diferentes.
e) o mesmo fenótipo e grande variedade de genótipos. 
Resolução:
O genótipo se refere à carga genética que, por serem clones, é igual. Já o fenótipo é diferente, pois as plantas foram colocadas em situações ambientais opostas e, assim, tiveram características diferentes. Letra B.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Leis de Mendel

Leis de Mendel


1ª Lei de Mendel: Lei da Segregação dos Fatores
A comprovação da hipótese de dominância e recessividade nos vários experimentos efetuados por Mendel levou, mais tarde à formulação da sua 1º lei: “Cada característica é determinada por dois fatores que se separam na formação dos gametas, onde ocorrem em dose simples”, isto é, para cada gameta masculino ou feminino encaminha-se apenas um fator.
Mendel não tinha idéia da constituição desses fatores, nem onde se localizavam.

As bases celulares da segregação
A redescoberta dos trabalhos de Mendel, em 1900, trouxe a questão: onde estão os fatores hereditários e como eles se segregam?
 
Em 1902, enquanto estudava a formação dos gametas em gafanhotos, o pesquisador norte americano Walter S. Sutton notou surpreendente semelhança entre o comportamento dos cromossomos homólogos, que se separavam durante a meiose, e os fatores imaginados por Mendel. Sutton lançou a hipótese de que os pares de fatores hereditários estavam localizados em pares de cromossomos homólogos, de tal maneira que a separação dos homólogos levava à segregação dos fatores.
Hoje sabemos que os fatores a que Mendel se referiu são os genes (do grego genos, originar, provir), e que realmente estão localizados nos cromossomos, como Sutton havia proposto. As diferentes formas sob as quais um gene pode se apresentar são denominadas alelos. A cor amarela e a cor verde da semente de ervilha, por exemplo, são determinadas por dois alelos, isto é, duas diferentes formas do gene para cor da semente.



Exemplo da primeira lei de Mendel em um animal
Vamos estudar um exemplo da aplicação da primeira lei de Mendel em um animal, aproveitando para aplicar a terminologia modernamente usada em Genética. A característica que escolhemos foi a cor da pelagem de cobaias, que pode ser preta ou branca. De acordo com uma convenção largamente aceita, representaremos por B o alelo dominante, que condiciona a cor preta, e por b o alelo recessivo, que condiciona a cor branca.Uma técnica simples de combinar os gametas produzidos pelos indivíduos de F1 para obter a constituição genética dos indivíduos de F2 é a montagem do quadrado de Punnet. Este consiste em um quadro, com número de fileiras e de colunas que correspondem respectivamente, aos tipos de gametas masculinos e femininos formados no cruzamento. O quadrado de Punnet para o cruzamento de cobaias heterozigotas é:


B
Gametas  paternos
b
Gametas maternos
  B                         b
BB
Preto
Bb
Preto
Bb
Preto
bb
Branco



Primeira Lei de Mendel

O monge e cientista austríaco Gregor Mendel e suas descobertas, feitas por meio de experimentos com ervilhas, realizadas no próprio mosteiro onde vivia, foram extremamente importantes para que hoje conhecêssemos os genes e alguns dos mecanismos da hereditariedade. Suas experiências foram, também, muito significantes para a compreensão de algumas lacunas da Teoria da Evolução, proposta tempos antes.

O sucesso de seus experimentos consiste em um conjunto de fatores. Um deles foi a própria escolha do objeto de estudo: a ervilha Psim sativum: planta de fácil cultivo e ciclo de vida curto, com flores hermafroditas e que reproduzem por autofecundação, além de suas características contrastantes, sem intermediários: amarelas ou verdes; lisas ou rugosas; altas ou baixas; flores púrpuras ou brancas, dentre outras.

Além disso, o monge selecionou e fez a análise criteriosa, em separado, para cada par das sete características que identificou; considerou um número apreciável de indivíduos de várias gerações; e, para iniciar seus primeiros cruzamentos, teve o cuidado de escolher exemplares puros, observando-as por seis gerações resultantes da autofecundação, para confirmar se realmente só dariam origem a indivíduos semelhantes a ele e entre si.

Executando a fecundação cruzada da parte masculina de uma planta de semente amarela com a feminina de uma verde (geração parental, ou P), observou que os descendentes, que chamou de geração F1, eram somente de sementes amarelas. Autofecundando esses exemplares, a F2 se apresentou na proporção de 3 sementes amarelas para 1 verde (3:1).

Com esses dados, Mendel considerou as sementes verdes como recessivas e as amarelas, dominantes. Fazendo o mesmo tipo de análise para as outras características dessa planta, concluiu que, em todos os casos, havia a mesma proporção de 3:1.

Com esse experimento, deduziu que:

• As características hereditárias são determinadas por fatores herdados dos pais e das mães na mesma proporção;
• Tais fatores se separam na formação dos gametas;
• Indivíduos de linhagens puras possuem todos seus gametas iguais, ao passo que híbridos produzirão dois tipos distintos, também na mesma proporção.

Assim, a Primeira Lei de Mendel pode ser enunciada desta forma:

Cada caráter é determinado por um par de fatores genéticos denominados alelos. Estes, na formação dos gametas, são separados e, desta forma, pai e mãe transmitem apenas um para seu descendente.